Tratamento de edema macular está em pauta

Dr Marcos Ávila

O 41º Congresso da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo foi realizado em Santos-SP no final de abril. Esse é o principal Congresso Brasileiro com foco em doenças da retina como a Retinopatia Diabética e Degeneração Macular Relacionada à Idade.  Segundo cobertura jornalística (“A Tribuna” da Baixada Santista), um dos temas mais debatidos no encontro foi o tratamento do edema macular diabético, tendo a participação do Prof. Dr. Marcos Ávila, um dos líderes brasileiros no tratamento desta doença que causa perda irreversível da visão em pacientes com Diabetes.

Na entrevista ao Jornal, o Prof. Dr. Marcos lembrou que em janeiro deste ano os planos de saúde passaram a cobrir uma nova lista de procedimentos autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Entre os 21 novos procedimentos está o implante intravítreo de polímero farmacológico de liberação controlada, que é uma aplicação da Nanotecnologia na Oftalmologia.

Marcos Ávila, professor titular da Universidade Federal de Goiás e Presidente do Centro Brasileiro da Visão em Brasília explica que o polímero é como se fosse um grão de arroz que é implantado na cavidade vítrea e possibilita a liberação de medicamento que ajuda a controlar a doença.

esquema do tratamento de edema macular

INCHAÇOS

Ávila, que é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV) e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), explica que “o diabetes afeta os vasos sanguíneos, deixando escapar para a retina líquidos que vão se acumulando e, com o tempo, isso causa o inchaço da retina, prejudicando a visão”.

Conforme a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil ocupa a 4ª posição entre os países com maior prevalência de pessoas com diabetes (9,04%).

Há atualmente cerca de 13,4 milhões de diabéticos tipos 1 e 2, sendo boa parte economicamente ativa (entre 20 e 79 anos de idade). A estimativa aponta que, deste total, 90% deverão desenvolver retinopatia diabética (problemas na retina) ao longo da vida.

“O diabético tem 25 vezes mais chance de ficar cego. Até alguns anos atrás, o tratamento com laser era a única opção. Agora, há o tratamento cirúrgico quimioterápico com antiangiogênicos – e o implante intravítreo de polímero farmacológico de liberação controlada que podem ser a esperança de muitos diabéticos”, garante Ávila.

Ele explica que algumas destas alternativas já foram aprovadas pela Anvisa e ANS e isso é importante. “Esse assunto está sendo muito debatido no congresso. Afinal, existem quatro grandes causas de cegueira no país e o diabetes é uma delas, ao lado do Glaucoma, da Catarata e da Degeneração Macular Relacionada à Idade. E mais: é uma das principais causas de cegueira em pessoas em idade economicamente ativa”.

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