As desordens do nervo óptico ou neuropatias ópticas englobam um grupo de doenças que podem ameaçar seriamente a visão. Elas podem ocorrer de forma isolada ou fazer parte de um quadro neurológico ou sistêmico.

A ceratite herpética é uma infecção da córnea causada pelo herpes-vírus. Existem atualmente 8 herpes-vírus conhecidos que acometem os humanos, sendo que os que podem potencialmente acometer o olho são o herpes simples vírus tipo 1 (HSV-1), herpes simples vírus tipo 2 (HSV-2), varicela-zóster (VZV), citomegalovírus, Epstein-Barr e o herpes-vírus tipo 8 (associado com Sarcoma de Kaposi).

Ceratite filamentar é uma afecção de curso crônico, uni ou bilateral (maioria associada a olho seco), recorrente, podendo ser assimétrica. É caracterizada pela presença de finos filamentos de muco e células epiteliais em descamação que estão aderidas, por uma de suas extremidades, à face anterior da córnea.

A ceratite bacteriana é uma doença infecciosa da córnea. É considerada a principal causa infecciosa de cegueira tratável e evitável no mundo, sendo de extrema importância o seu diagnóstico e tratamento precoces. Sua incidência vem aumentando nos últimos anos, principalmente em razão da crescente popularidade do uso de lentes de contato.

A deposição de cálcio na córnea ocorre em uma variedade de circunstâncias, que vão desde uma inflamação ocular localizada a diversos tipos de anormalidades metabólicas. O padrão mais frequente de calcificação corneana é a ceratopatia em faixa.

Entretanto, calcificações corneanas difusas, algumas vezes acompanhadas por calcificações da conjuntiva, também podem ocorrer.

Inflamação da conjuntiva causada por mecanismo de hipersensibilidade do tipo I e/ou IV.

Até o início da década de 1980, as cataratas eram retiradas e se compensava a falta do cristalino com óculos de graus altos. À medida que se avançou a tecnologia de implantação de lente intraocular (LIO), dando segurança ao resultado, aqueles pacientes operados de catarata passaram a querer usá-la. Usar óculos com graus altos realmente é um transtorno.

Algumas pessoas se queixam do incômodo causado pelo aparecimento de pequenas manchas em seu campo de visão. Essa impressão pode ser causada pelas moscas volantes, que são pequenas condensações do vítreo. Normalmente são de pouca importância e fazem parte do processo de envelhecimento. É um fenómeno comum em indivíduos com mais de 60 anos e em míopes.

O glaucoma é uma doença ocular que está entre as principais causas de cegueira irreversível no mundo. Quando detectado precocemente, as consequências podem ser evitadas. Ao deteriorar o nervo óptico, o glaucoma reduz o campo de visão do portador sem que este sinta dor ou incômodo. A cegueira definitiva ocorre quando o nervo é destruído por completo. O glaucoma pode ser de três tipos: de ângulo aberto, de ângulo fechado, congênito ou secundário.

O estrabismo é um defeito visual no qual os olhos estão desalinhados, isto é, apontam para direções diferentes. É uma condição que afeta cerca de 4% da população. Ocorre em adulto e, principalmente, em crianças.

Ceratocone é a alteração da córnea que provoca um afinamento progressivo de sua porção central e conseqüente baixa de acuidade visual. Esta pode ser moderada, severa e até imperceptível em estágio inicial.

As opacidades capsulares após a facectomia podem ocorrer no remanescente de cápsula anterior (OCA) ou na cápsula posterior (OCP). A opacidade se dá por proliferação das células do epitélio capsular que não foram totalmente removidas. As células do epitélio da cápsula anterior (células A) têm maior tendência à metaplasia fibrosa e a miofibroblastos (fato visto nas cataratas subcapsulares anteriores), explicando a OCA e a ocorrência da contração capsular.

Catarata é o processo de opacificação do cristalino, um problema que acomete milhões de pessoas e figura como a maior causa de cegueira tratável no mundo.

Uveíte é a inflamação do trato uveal (íris, corpo ciliar e coroide) que pode afetar outras estruturas oculares como retina, nervo óptico e córnea. A catarata, em pacientes portadores de uveíte, é consequência da inflamação intraocular recorrente e/ou do uso frequente de corticoide, que é a base medicamentosa no tratamento das uveítes. É também denominada catarata complicada, por estar, frequentemente, acompanhada de sinéquias posteriores, anormalidades vasculares, membrana pupilar, esclerose do esfíncter iriano e pela grande probabilidade de inflamação intraocular no pós-operatório, podendo, inclusive, comprometer o resultado cirúrgico desejado.

Catarata é a opacificação do cristalino. A prevalência da doença depende do tipo de doença sistêmica associada. Geralmente são bilaterais devido ao agente etiológico ser sistêmico, mas podem ser assimétricas.

A catarata é a principal causa de cegueira no mundo. Em pacientes diabéticos, ela é de 2 a 5 vezes mais frequente e se desenvolve mais precocemente. Além da cirurgia de catarata restabelecer a transparência de meios, melhorando a acuidade visual, possibilita também um melhor acompanhamento e tratamento da retinopatia diabética. Cuidados específicos no pré, per e pós-operatórios são essenciais para lograr melhores resultados visuais.

A catarata e o glaucoma são condições que mostram prevalência crescente com o envelhecimento. É de se esperar que, com o passar dos anos, muitos pacientes com glaucoma desenvolvam catarata de forma natural e/ou como resultado dos efeitos da terapia antiglaucomatosa.

Pacientes alto hipermétropes possuem caracteristicamente olhos pequenos, também denominados microftálmicos. A microftalmia ocorre em 0,046% a 0,11% dos pacientes oftalmológicos. Como  consequência do comprimento axial reduzido e, por vezes, de malformações anatômicas associadas, a cirurgia de catarata nesses olhos apresenta maiores desafios e maior índice de complicações quando comparada a olhos de comprimento axial normal.

A catarata é uma doença que atinge o cristalino, tornando-o opaco ou perdendo a sua transparência, e que pode, ou não, comprometer a visão do portador. A miopia é um erro de refração, no qual os raios paralelos dirigem-se para um foco a frente da camada sensível da retina quando o olho encontra-se em repouso. É um olho relativamente grande.

A cirurgia de catarata é o procedimento refrativo mais comum na oftalmologia. Estima-se que de 15% a 29% dos pacientes que vão ser submetidos à cirurgia de catarata apresentem pelo menos 1,5 DC de astigmatismo corneano. Qualquer astigmatismo pré-operativo corneano deve ser considerado para correção durante a cirurgia de catarata. O planejamento cirúrgico da cirurgia da catarata deve incluir uma meticulosa avaliação da curvatura corneana, tamanho e localização da incisão e o astigmatismo induzido pelo cirurgião.

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma condição que afeta a mácula, região central e mais crítica da retina, que promove a visão de detalhes. A prevalência da perda visual decorrente da DMRI aumenta com a idade. No Brasil, é uma das principais causas de perda irreversível da visão central, em pessoas com mais de 60 anos.

Termo introduzido por Stellwag, em 1856, a Ectopia lentis representa as distopias lenticulares caracterizadas pelo deslocamento do cristalino de sua posição anatômica, central no eixo óptico.

A catarata congênita tem como característica principal a opacidade do cristalino presente ao nascimento. A catarata pode também surgir após o nascimento, o que se chama de catarata de desenvolvimento ou catarata infantil. Ela representa uma das principais causas de baixa visão em crianças. Estima-se a incidência na população geral de 0,4% e cerca de 12% nos portadores da Síndrome de Down. Estudos mostram que a incidência da catarata em recém-nascidos varia de 1,2 até 6/10.000.

A luxação congênita do cristalino, ou também ectopia lentis congênita, pode ser definida como o deslocamento do cristalino da sua posição anatômica normal. Embriologicamente, o placódio do cristalino não apresenta alteração na sua formação, porém as fibras zonulares formadas durante o período embrionário apresentam uma fragilidade ou ausência, que caracteriza o quadro de posicionamento cristaliniano anormal.

O olho seco ou ceratoconjuntivite sicca é uma alteração da superfície ocular que causa ardor, queimação e sensação de corpo estranho. Esse quadro pode levar a um processo de lacrimejamento mais intenso que se baseia em alterações de hormônios, evaporação e lubrificação, metaplasia celular e infecções associadas.

A retina é uma membrana delicada que reveste a parte posterior do olho, sendo responsável pela captação e envio de imagens ao cérebro. É mantida em seu local por um mecanismo próprio de adesão, auxiliado pelo corpo vítreo. Em alguns casos, a contração do vítreo, que é característica do processo de envelhecimento, pode tracionar a retina. Essa tração pode causar uma ruptura retiniana e seu conseqüente descolamento.

A mácula é um ponto no centro da retina, responsável pela visão central usado para a leitura e para outras tarefas refinadas. A degeneração macular causa dano ou falência dessa região. Impede ou dificulta a leitura e os trabalhos feitos de perto sem, contudo, causar cegueira total. Se a visão periférica não estiver comprometida por outros problemas, é possível ver os objetos que ficam ao lado da mancha provocada pela degeneração macular.

Proveniente do diabetes, a Retinopatia Diabética se dá pelo rompimento dos vasos sanguíneos da retina, causando hemorragia e infiltração de gordura em seu interior.

Conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, membrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular e o interior das pálpebras. O branco do olho (esclera) é coberto por uma película fina chamada conjuntiva, que produz muco para cobrir e lubrificar o olho. Normalmente, possui pequenos vasos sanguíneos em seu interior, que podem ser vistos através de uma observação mais rigorosa. Quando a conjuntiva se irrita ou inflama, os vasos sanguíneos que a abastecem alargam-se e tornam-se muito mais proeminentes, causando então a vermelhidão do olho.

É o câncer originário das células embrionárias da retina (porção posterior do olho responsável pela transformação dos estímulos luminosos em estímulos nervosos que vão para o cérebro). Afeta uma em cada 15 a 30 mil crianças nascidas nos Estados Unidos (EUA).  É o tumor ocular mais comum das crianças que podem ser de todas as raças, e de ambos os sexos.

Ambliopia é a baixa de visão em um olho que não teve um desenvolvimento normal durante a primeira infância. Às vezes é chamado de “olho preguiçoso”.

A catarata é uma opacificação do cristalino, lente natural transparente que possuímos dentro do olho com a função de focalizar os objetos. Apesar de freqüentemente acometer idosos, segundo relatórios da OMS, a catarata é uma das principais causas de cegueira infantil tratável e passível de prevenção.

A membrana epirretiniana (MER) é uma doença da interface vitreorretiniana, descrita pela primeira vez por Iwanoff, em 1895, como causa de enrugamento da superfície macular. E constituída por uma proliferação fibrocelular ao longo da membrana limitante interna (MLI) que induz uma forca de tração tangencial sobre a retina, causando distorção e enrugamento da superfície macular. Alguns termos, como pucker macular, maculopatia em celofane e gliose pré-macular, já foram utilizados para descrever essa patologia.

Amebas de vida livre do gênero Acanthamoeba têm se destacado mundialmente na oftalmologia, devido aos índices crescentes de incidência e de morbidade ocular, relacionados à infecção corneana. A doença acomete indivíduos sadios, jovens e em alta produtividade econômica e que são usuários de lentes de contato (LC).

A miopia é uma condição comum em que a pessoa vê objetos próximos com clareza, mas objetos mais distantes são borrados.

O grau de sua miopia afeta sua capacidade de focar objetos distantes. Pessoas com miopia grave podem ver claramente apenas objetos a poucos centímetros de distância, enquanto aqueles com miopia leve podem ver claramente os objetos até vários metros de distância.