As primeiras lentes intraoculares (LIO) foram propostas e implantadas por Harold Ridley, em 1949. Elas eram feitas de polimetilmetacrilato (PMMA) e tinham um desenho parecido com o do cristalino humano, com a parte óptica grande (8,35 mm) e sem hápticos, muito diferentes das lentes atuais. Com a revolução proporcionada pelo tratamento intraocular da afacia, várias modificações foram propostas, tanto no material quanto no desenho das LIO.

Os exames pré-operatórios de catarata podem ser divididos em duas categorias, de acordo com o tipo de catarata — senis ou complicadas — quando secundárias a alguma patologia.

Nas cataratas senis, além do exame oftalmológico completo, que inclui tonometria de aplanação e oftalmoscopia binocular indireta, há a indicação de se realizar os seguintes exames: biometria, topografia de córnea, potencial de acuidade visual (PAM) e microscopia especular. No caso das cataratas complicadas, outros devem ser adicionados com a finalidade de auxiliar a programação cirúrgica e minimizar complicações: ultrassonografia ocular, ultrassonografia de alta frequência (UBM), paquimetria e tomografia de coerência óptica (OCT).

A biometria consiste na tomada de medidas do comprimento axial ocular (axial length – AL) e da curvatura da córnea ou ceratometria (K), com a finalidade de calcular o poder de uma lente intraocular (LIO), assentada a uma determinada distância do ápice da córnea (ELP), para obter uma determinada refração ocular (refração alvo).

Foi-se o tempo em que a cirurgia de catarata era realizada quando uma pessoa estava praticamente cega, com a catarata “madura”, termo usado para designar uma catarata muito dura e que poderia ser retirada inteira de dentro do olho, que era deixado sem sua lente natural, o cristalino. Era a cirurgia de catarata pela técnica intra-capsular. Nesta época, há pouco mais de 20 anos, a visão era restabelecida com utilização de óculos e lentes de contato de mais de 10, até 20 graus.

A correção do desalinhamento ocular, Estrabismo, é realizada através de diversas técnicas cirúrgicas em que se busca conseguir um novo equilíbrio dos músculos oculares para permitir um melhor alinhamento ocular.

Buraco macular é uma pequena rasgadura na mácula que é a parte do olho responsável pela visão central e de detalhes. Esta visão com alta resolução é que nos permite ler, costurar ou reconhecer um rosto.

Os descolamentos de retina podem ser provocados por uma ruptura por onde penetra o vítreo que se deposita entre o globo ocular e a própria retina (melhor dizendo, entre a camada da retina onde estão os fotorreceptores e a camada onde se localizam os vasos sanguíneos que lhe fornecem nutrientes). Esse tipo de descolamento recebe o nome especial de regmatogênito.

Os descolamentos de retina podem ser provocados por uma ruptura por onde penetra o vítreo que se deposita entre o globo ocular e a própria retina (melhor dizendo, entre a camada da retina onde estão os fotorreceptores e a camada onde se localizam os vasos sanguíneos que lhe fornecem nutrientes). Esse tipo de descolamento recebe o nome especial de regmatogênito.

A membrana epirretiniana (MER) é uma doença da interface vitreorretiniana, descrita pela primeira vez por Iwanoff, em 1895, como causa de enrugamento da superfície macular. E constituída por uma proliferação fibrocelular ao longo da membrana limitante interna (MLI) que induz uma forca de tração tangencial sobre a retina, causando distorção e enrugamento da superfície macular. Alguns termos, como pucker macular, maculopatia em celofane e gliose pré-macular, já foram utilizados para descrever essa patologia.

A cirurgia plástica ocular é uma área especializada da oftalmologia que se dedica a cuidar das alterações e deformidades das pálpebras, do sistema lacrimal e da órbita (cavidade óssea que circunda o olho). A subespecialidade está voltada não somente a estética ocular como também ao bom funcionamento do olho. 

Doenças Oculares

Qualquer insulto ao cristalino, seja metabólico, nutricional, inflama- tório, químico, mecânico, elétrico ou por irradiação, pode resultar em uma descompensação do seu equilíbrio metabólico, levando à perda da sua transparência, ao que chamamos catarata.

Vitrectomia é uma técnica cirúrgica do corpo de vítreo, o fluido gelatinoso que preenche o interior do globo ocular. Ela é indicada no tratamento de diversas patologias oculares, tais como: buraco de mácula, membrana epiretiniana, membrana sub-retiniana, descolamento de retina, retinopatia diabética, tromboses venosas e retinopatia da prematuridade.