CBV – Hospital de Olhos

Cirurgias

Cirurgia Refrativa Personalizada

O tratamento a laser em uso há algumas décadas, evoluiu para um processo mais avançado, denominado Cirurgia Refrativa Personalizada com Excimer Laser, onde cada caso é analisado separadamente e o paciente recebe um tratamento exclusivo. É certo que a cirurgia convencional com Excimer Laser também é praticada no Brasil há mais de trinta anos, mas limita-se, exclusivamente, à correção de problemas como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia. Entretanto, o olho humano pode apresentar pequenas irregularidades ou imperfeições. Atualmente, a técnica moderna permite que, além da correção de graus, as particularidades de cada olho, possam ser tratadas de forma eficiente, rápida e com resultados altamente positivos.

Essas imperfeições, ainda que pequenas, podem causar sintomas que interferem na qualidade da visão, principalmente a noite ou em locais de baixa luminosidade. O portador pode ver halos ao redor de pontos luminosos, sombras ou ter ofuscamentos discretos.

Atualmente, já existe um aparelho, chamado aberrômetro, que consegue medir não só graus de refração, mas também detectar esses pequenos defeitos do olho humano.

Porque a cirurgia é “exclusiva”?

Com base num mapa tridimensional preciso do olho, espécie de ‘‘impressão digital’’ gerado pelo aberrômetro, e que   contém todas as informações

sobre o modo como cada pessoa enxerga, o cirurgião planeja um tratamento de correção específico. Após a aplicação de um colírio anestésico, a cirurgia é realizada pelas técnicas PRK ou LASIK, ambas de forma personalizada. Uma tecnologia de reconhecimento da íris permite que o laser molde a córnea do paciente de acordo com o planejamento inicial, observando suas necessidades e esculpindo-a delicadamente.

Durante o ato cirúrgico, qualquer movimentação do olho é captada por um sistema especial de rastreamento, quando isso acontece, o raio laser se posiciona, automaticamente, de modo a garantir a precisão do tratamento. A aplicação do laser dura poucos minutos.

Resultado rápido e eficiente

A cirurgia refrativa personalizada vem sendo utilizada em todo o mundo e os resultados são excelentes. Na maioria dos casos, a correção é definitiva e, em pouco tempo, o paciente pode retomar sua vida normal e praticar qualquer tipo de atividade, inclusive exercícios físicos.

Plástica Ocular

O que é Plástica Ocular?

A cirurgia plástica ocular é uma área especializada da oftalmologia que se dedica cuidar das alterações e deformidades das pálpebras, do sistema lacrimal, e da órbita (cavidade óssea que circunda o olho). A subespecialidade está voltada não somente a estética ocular como também ao bom funcionamento do olho. Dentre as alterações mais frequentes que podem ser tratadas destacamos:

Excesso de pele e bolsas de gorduras palpebrais

Geralmente, aparecem como resultado de tendências hereditárias ou com a idade. Alergias e o fumo podem acelerar o envelhecimento das pálpebras e provocar o aparecimento de bolsas relativamente cedo, podem surgir nas pálpebras superiores ou inferiores, ou mesmo em ambas. A correção pode ser reconstrutiva ou cosmética, dependendo da severidade do problema.

Ptose (pálpebra caídas)

Ocorre quando a pálpebra superior se encontra mais baixa, diferente de sua posição normal. A pálpebra normal. A pálpebra pode cobrir o eixo visual e atrapalhar a visão.

Entrópio (pálpebras que viram para dentro)

Inversão da borda da pálpebra, levando os cílios a tocarem o bulbo ocular provocando ceratites e dor. O olho afetado desenvolve cicatrizes que podem levar à perda da visão. A correção cirúrgica é recomendada nesses casos.

Ectrópio (pálpebras que viram para fora)

Reversão da margem palpebral pode levar à exposição da córnea e/ou conjuntiva provocando conjuntivites crônicas, inflamações, ceratites e dor. A cirurgia é indicada para recolocar a pálpebra na posição normal.

Triquiase

Alteração da direção de um ou mais cílios que se encontra invertidos e tocando constantemente o globo ocular provocando grande desconforto.

Lagoftalmo paralítico

Incapacidade de fechamento palpebral completo após paralisia facial temporária ou permanente.

Blefatoespasmo

Contrações palpebrais involuntárias que ocorrem na musculatura periorbucular e que podem provocar uma cegueira funcional devido a impossibilidade de abertura palpebral espontânea.

Tumores Palpebrais

Podem ser benignos ou malignos e devem ser removidos precocemente com reconstrução local para que não comprometam a estética ou funcionamento ocular.

Obstrução de Vias Lacrimais

Podem afetar desde recém-nascidas até idoso provocando lacrimejamento constante, podendo causar desde conjuntivites crônicas até infecções mais graves das vias lacrimais.

Estética

A estética também é parte da abordagem da Plástica Ocular, as cirurgias que removem o excesso de pele e as bolsas de gorduras ao redor dos olhos podem ser complementadas com a aplicação local da Toxina Botulínica (Botox/Dysport) e o resultado é uma expressão facial mais leve e rejuvenescida como o benefício de se eliminar o peso sobre os olhos.

Vitrectomia

Vitrectomia é o nome que se dá a técnica de cirurgia do corpo vítreo, o fluido gelatinoso que preenche o interior do globo ocular. Ela é indicada no tratamento de diversas patologias oculares, tais como: buraco de mácula, membrana epiretiniana, descolamento de retina, retinopatia diabética, tromboses venosas e retinopatia da prematuridade.

A vitrectomia pode ainda ser indicada em casos de complicações das cirurgias intraoculares como as de catarata, inflamações e infecções intraoculares, complicações do trauma ocular, descolamento de coróide seroso ou hemorrágico, reposicionamento de lente intraocular e edema macular cistóide. Existem ainda outras indicações menos frequentes.

A cirurgia

A cirurgia de vitrectomia é precedida de exames oftalmológicos e seguida por uma sequência de procedimentos pré-operatórios. A internação se dá, normalmente, no dia da operação e, exceto em casos especiais, o paciente não deve se alimentar e nem tomar água no mesmo dia.

Na maioria das vezes, a cirurgia é realizada com a aplicação de anestesia local, sempre em ambientes adequadamente compostos por equipamentos sofisticados.

A operação é feita através de três ou quatro micros incisões que permitem a utilização de minúsculos instrumentos como pinças, tesouras, pontas de laser e sondas.

Em casos específicos, utilizam-se instrumentos de micro-calibre que dispensam os pontos ao final da cirurgia.

Procedimentos e cuidados pós-cirúrgicos

Terminando o ato cirúrgico, o paciente retorna ao quarto com um curativo sobre o olho operado e geralmente recebe alta no mesmo dia ou no dia seguinte. Dores moderadas são habituais e a recuperação visual, parcial ou total, ocorre lentamente, dias ou semanas após a cirurgia.

Caso seja necessário o uso de gás ou óleo de silicone intraocular, o paciente apresentará comprometimento da visão durante o período em que os mesmos permanecerem dentro do olho. Quando o gás é utilizado, viagens aéreas não são recomendadas por um período de dez a vinte dias. O uso da medicação prescrita deve ser mantido de acordo com as indicações médicas. Recomendações referentes a posições, atividades físicas, restrições, possíveis anormalidades e consultas de retorno, serão fornecidas pela equipe do CBV, que estará à disposição durante o período pós-operatório.

A técnica da vitrectomia trouxe, nos últimos anos, grande benefício a inúmeros indivíduos com alterações da retina e vítreo. O emprego adequado dos avanços tecnológicos que aprimoram a técnica cirúrgica, pode significar melhora ou estabilização de um grande número de doenças.

Catarata

Foi-se o tempo em que a cirurgia de catarata era realizada quando uma pessoa estava praticamente cega, com a catarata “madura”, termo usado para designar uma catarata muito dura e que poderia ser retirada inteira de dentro do olho, que era deixado sem sua lente natural, o cristalino. Era a cirurgia de catarata pela técnica intra-capsular. Nesta época, há pouco mais de 20 anos, a visão era restabelecida com utilização de óculos e lentes de contato de mais de 10, até 20 graus.

As técnicas cirúrgicas evoluíram e começou-se a fazer implantes de lentes intra-oculares (LIOs) para reposição do cristalino natural além de permitir rápida recuperação e melhor qualidade de visão. Foi a era da cirurgia de catarata pela técnica extra-capsular. Eram empregadas lentes geralmente de 6 ou 7 mm de diâmetro que entravam no olho por uma incisão que chegava a até 10 a 12 mm, pois a catarata ainda era retirada inteira do olho. Nesta técnica eram necessários vários pontos para fechamento da incisão.  Foi uma evolução muito grande e os pacientes passaram a apresentar uma visão muito boa com óculos de baixo grau, pois as LIOs eram programadas para corrigir parte importante do grau original de cada pessoa.

Veio então a era da cirurgia de catarata pela técnica da faco-emulsificação. Esta técnica permite a fragmentação do cristalino dentro do olho, que pode ser aspirado por pequenas incisões na córnea do paciente. Agora, na maioria das vezes, as incisões são tão pequenas (menores que 3 mm) que muitas vezes dispensa-se utilização de pontos para fechamento da incisão.

Juntamente com a evolução das técnicas cirúrgicas houve espantosa evolução das LIOs. A primeira grande evolução foi o desenvolvimento das LIOs dobráveis, que podiam ser implantadas dobradas ou enroladas por pequenas incisões, que juntamente com a faco-emulsificação, diminuiu os riscos e complicações da cirurgia de catarata. Estas LIOs, raras no final da década de 90, tornaram-se o padrão para cirurgias de catarata e passaram a ser as mais empregadas. Houve importante evolução nos processos de implante.

Até que as indústrias de LIOs começaram uma nova revolução. Agora o desenvolvimento tecnológico está sendo usado para produção de LIOs com características especiais, chamadas “lentes premium”, que agregam novas características às LIOs tradicionais. Existem várias destas lentes no mercado e saber um pouco sobre suas características pode ajudar na decisão que médicos e pacientes devem tomar quando estão programando a realização de uma cirurgia de catarata. São elas:

LIOs Tóricas

São lentes que diminuem o astigmatismo dos pacientes, e não apenas a miopia e hipermetropia como fazem as LIOs tradicionais. Aumentam a possibilidade de paciente operados de catarata ficarem independentes do uso de óculos para a visão de longe. Exigem uma programação cirúrgica muito rigorosa e técnica apurada, pois qualquer variação no posicionamento da lente dentro do olho pode diminuir sua eficácia.

LIOs Multifocais

São lentes que através de diferentes tecnologias permitem a formação de mais de um foco na retina do paciente, permitindo visão com boa qualidade tanto para objetos localizados a longa e curta distância do paciente. Podem diminuir (e até mesmo acabar) com a dependência dos óculos para leitura. Existem vários tipos no mercado, cada uma com pontos fortes e fracos, e cabe ao cirurgião a definição da melhor lente para cada paciente.

LIOs Tóricas e Multifocais

Agregam as funções das duas anteriores, permitindo correção do astigmatismo e do grau para perto com uma mesma lente.

LIOs Acomodativas

tipo de lente que fica mudando sua posição de acordo com o esforço de acomodação do paciente. Este esforço acomodativo é o que todo mundo utiliza quando tenta mudar o foco para perto, como para leitura. Com a mudança de posição muda também o foco de longe e perto, permitindo melhor capacidade de leitura sem tanta dependência dos óculos. São usadas em casos muito selecionados, pois podem diminuir sua eficácia com o passar do tempo.

Lentes Complementares

São lentes implantadas em pacientes que já possuem outra LIO dentro do olho. São usadas para corrigir ou melhorar o desempenho da primeira lente empregada. Podem, por exemplo, ser LIOs tóricas corrigindo um importante astigmatismo residual após uma cirurgia anterior com LIO tradicional. Pode ter característica multifocal, melhorando desempenho para perto e diminuindo dependência de óculos para pacientes que não puderam implantar uma LIO multifocal na cirurgia anterior. Podem apenas conter correção de miopia ou hipermetropia que persistiu após a primeira cirurgia. Geralmente são lentes muito finas e de implante relativamente fácil, com pequeno trauma ocular. Estão sendo cada vez mais empregadas para se tentar diminuir queixas de pacientes já operados e que estão com dificuldade para correção de seu grau com óculos.

LIOs Fácicas

São LIO implantadas em paciente sem a retirada de seu cristalino. Usadas para corrigir altas miopias que não podem ser corrigidos por cirurgia a laser em pacientes mais jovens e que tem seu cristalino transparente, ou seja, não tem sinais de catarata. Podem ser fixadas dentro do olhos sobre a íris ou no ângulo da câmara anterior. Estas últimas são atualmente mais empregadas e aparentemente mais seguras e estáveis. Conseguem reabilitar, por exemplo, pessoas que tem miopias muito altas, como 15 graus.

Todas estas LIO ditas “premium” tem indicações muito precisas e obviamente tem suas limitações. Conhecer suas características e saber o que esperar é fundamental para se evitar frustrações futuras. São lentes mais onerosas, pois os fabricantes cobram mais pelos estudos realizados para seu desenvolvimento e os planos de saúde ainda não costumam pagar para sua utilização nas cirurgias. Existem ainda algumas limitações quando programamos uma cirurgia com implante de LIO “para retirada dos óculos”. A maior no momento é quanto à escolha do grau da lente. Esta escolha é feita com base nos exames pré-operatórios realizados, que fazem as medidas do comprimento do olho, da curvatura da córnea, da profundidade do segmento anterior do olho entre outros. Os dados obtidos são colocados em fórmulas para se chegar ao grau da LIO a ser escolhida. Houve grande evolução neste processo com aparelhos cada vez mais precisos, mas nenhum cálculo ainda é 100% preciso e variações são possíveis. Geralmente as variações são pequenas e não comprometem o resultado da cirurgia. Outras vezes podem exigir utilização de óculos para algumas situações e eventualmente a variação pode exigir uma nova intervenção, como o implante de uma lente complementar ou mesmo a realização de uma cirurgia refrativa a laser para correção do grau residual.

Merecem destaque também as cirurgias de catarata em crianças em que novas considerações sobre lente são aplicáveis, pois o olho em desenvolvimento apresenta grau variável o que dificulta o cálculo das LIOs e consequentemente a utilização de lentes “premium”.

É sempre bom lembrarmos que a cirurgia de catarata ou implante de LIOs por diversas razões continuam sendo cirurgias delicadas em uma região muito sensível de nosso organismo: nosso olho. Por isso, por menores e cada vez mais raros que sejam, existem riscos para o procedimento. Médicos muito bem treinados e experientes para realização dos procedimentos a que se propõem e uma instituição hospitalar confiável podem diminuir os riscos para realização do procedimento.

Cirurgia De Catarata A Laser

Além da FACOEMULSIFICAÇÃO outra técnica que tem revolucionado a cirurgia de catarata é o emprego do laser de femtosegundo.

O CBV Hospital de Olhos se orgulha de ter um corpo clínico altamente especializado e seguir as recomendações mais rigorosas para controle de infecções, com escolha dos materiais, equipamentos cirúrgicos, processos de esterilização e outros fatores que visam aumentar a satisfação do paciente e diminuir complicações cirúrgicas.

FACOEMULSIFICADOR INFINITI® VISION SYSTEM

Sistema de alta tecnologia para cirurgias do segmento anterior com bomba peristáltica de alto desempenho, que reúne o que há de melhor e mais avançado nos sistemas peristálticos.  É composto por Computador Central com controle digital das funções na tela; sintetizador de voz e controle remoto sem fio, permitindo ao cirurgião realizar Facoemulsificação (linear, fixa e pulsada), irrigação e aspiração (I/A), polimento de cápsula, vitrectomia anterior e cauterização bipolar. Único equipamento do mercado que dispõe da tecnologia de Ultrassom Torsional (Ozil®).

O Infiniti® Vision System tem como destaque o Gerenciador de Sistema Fluídico (FMS INTREPID®) que dá ao equipamento recursos e parâmetros nunca antes disponíveis aos cirurgiões. Tal gerenciamento permite alcançar níveis de vácuo acima de 650 mmHg e picos de FlowRate de até 100cc/min tornando os procedimentos cirúrgicos mais rápidos e seguros.

Sistema de alta tecnologia para cirurgias do segmento anterior com bomba peristáltica de alto desempenho, que reúne o que há de melhor e mais avançado nos sistemas peristálticos.  É composto por Computador Central com controle digital das funções na tela; sintetizador de voz e controle remoto sem fio, permitindo ao cirurgião realizar Facoemulsificação (linear, fixa e pulsada), irrigação e aspiração (I/A), polimento de cápsula, vitrectomia anterior e cauterização bipolar. Único equipamento do mercado que dispõe da tecnologia de Ultrassom Torsional (Ozil®).

O Infiniti® Vision System tem como destaque o Gerenciador de Sistema Fluídico (FMS INTREPID®) que dá ao equipamento recursos e parâmetros nunca antes disponíveis aos cirurgiões. Tal gerenciamento permite alcançar níveis de vácuo acima de 650 mmHg e picos de FlowRate de até 100cc/min tornando os procedimentos cirúrgicos mais rápidos e seguros.

Recursos e características do INFINITI® Vision System:

– Ozil® é uma tecnologia empregada na caneta de faco que além de criar o movimento longitudinal com freqüência ultra-sônica de 43kHz, também cria o movimento torsional em freqüência ultrassônica de 32KHz. Conjugando o movimento torsional da caneta Ozil® com as ponteiras Mini-Flared Kelman® o Infiniti® Vision System propicia uma incrível redução de até 66% na liberação de energia térmica na remoção da catarata. A caneta Ozil® é mais leve que outras canetas de facoemulsificação do mercado, trazendo ao cirurgião maior conforto e ergonomia durante o procedimento cirúrgico

– Ozil® IP é uma tecnologia que automaticamente libera rajadas de ultrassom longitudinal quando o vácuo chega a um limiar (pré-configurado pelo cirurgião), mantendo assim o fragmento no plano de corte da ponteira e maximixando a eficiência de emulsificação do movimento Torsional realizado pela caneta Ozil®.

– Ponteira UltraChopper®: O movimento torsional/longitudinal da caneta de faco Ozil® em conjunto com a ponteira UltraChopper® cria uma separação eficaz dos quadrantes das cataratas mais duras, sem provocar um stress significativo no saco capsular e nas zônulas

Injetor de Lente Intraocular AutoSert®: O Injetor de Lente Intraocular AutoSert® possibilita a inserção automática de lentes intraoculares, proporcionando um implante suave e uniformemente controlado, gerando melhores resultados clínicos com menor

Sistema de alta tecnologia para cirurgias do segmento anterior com bomba peristáltica de alto desempenho, que reúne o que há de melhor e mais avançado nos sistemas peristálticos.  É composto por Computador Central com controle digital das funções na tela; sintetizador de voz e controle remoto sem fio, permitindo ao cirurgião realizar Facoemulsificação (linear, fixa e pulsada), irrigação e aspiração (I/A), polimento de cápsula, vitrectomia anterior e cauterização bipolar. Único equipamento do mercado que dispõe da tecnologia de Ultrassom Torsional (Ozil®).

O Infiniti® Vision System tem como destaque o Gerenciador de Sistema Fluídico (FMS INTREPID®) que dá ao equipamento recursos e parâmetros nunca antes disponíveis aos cirurgiões. Tal gerenciamento permite alcançar níveis de vácuo acima de 650 mmHg e picos de FlowRate de até 100cc/min tornando os procedimentos cirúrgicos mais rápidos e seguros.

Recursos e características do INFINITI® Vision System:

– Ozil® é uma tecnologia empregada na caneta de faco que além de criar o movimento longitudinal com freqüência ultra-sônica de 43kHz, também cria o movimento torsional em freqüência ultrassônica de 32KHz. Conjugando o movimento torsional da caneta Ozil® com as ponteiras Mini-Flared Kelman® o Infiniti® Vision System propicia uma incrível redução de até 66% na liberação de energia térmica na remoção da catarata. A caneta Ozil® é mais leve que outras canetas de facoemulsificação do mercado, trazendo ao cirurgião maior conforto e ergonomia durante o procedimento cirúrgico

– Ozil® IP é uma tecnologia que automaticamente libera rajadas de ultrassom longitudinal quando o vácuo chega a um limiar (pré-configurado pelo cirurgião), mantendo assim o fragmento no plano de corte da ponteira e maximixando a eficiência de emulsificação do movimento Torsional realizado pela caneta Ozil®.

– Ponteira UltraChopper®: O movimento torsional/longitudinal da caneta de faco Ozil® em conjunto com a ponteira UltraChopper® cria uma separação eficaz dos quadrantes das cataratas mais duras, sem provocar um stress significativo no saco capsular e nas zônulas.

– Injetor de Lente Intraocular AutoSert®: O Injetor de Lente Intraocular AutoSert® possibilita a inserção automática de lentes intraoculares, proporcionando um implante suave e uniformemente controlado, gerando melhores resultados clínicos com menor

– Estress insicional e melhor selamento da incisão. O cirurgião utiliza apenas uma das mãos para fazer o implante da LIO com o AutoSert®, permitindo o uso da outra mão para melhor estabilização do globo ocular;

– Sistema fechado de infusão e aspiração: maior segurança para o paciente.

Cirurgia para Correção de Estrabismo

A correção do desalinhamento ocular, Estrabismo, é realizada através de diversas técnicas cirúrgicas em que se busca conseguir um novo equilíbrio dos músculos oculares para permitir um melhor alinhamento ocular.

Para cada tipo de estrabismo existe um ou mais tipos de tratamentos possíveis e cabe ao oftalmologista escolher a melhor indicação para cada paciente. Muito importante para esta decisão é a avaliação pré-operatória do paciente, que geralmente inclui uma avaliação oftalmológica completa e um detalhado estudo da motilidade ocular, realizada por um oftalmologista treinado para este exame.

A cirurgia de Estrabismo

A cirurgia de estrabismo é precedida de exames pré-operatórios oftalmológicos e sistêmicos, dependendo das características de cada paciente. A internação se dá, normalmente, no dia da operação e exceto em casos especiais, o paciente não deve se alimentar e nem tomar água no mesmo dia. A cirurgia pode ser realizada com a aplicação de anestesia local ou geral. Opta-se pela anestesia geral principalmente em cirurgias maiores e as realizadas em crianças, que podem ter dificuldade para colaborar com o procedimento caso estejam acordadas.

A cirurgia deve ser realizada sempre em Centro Cirúrgico e este deve possuir toda estrutura para detectar rapidamente e tratar qualquer complicação que possa aparecer durante o procedimento. Tomando-se estes cuidados podemos dizer que se trata de um procedimento muito seguro, com baixos riscos oculares e sistêmicos.

A operação é feita através de micro incisões que permitem a exposição dos músculos extraoculares, responsáveis pela movimentação ocular. No procedimento o cirurgião altera o equilíbrio de força destes músculos, principalmente com enfraquecimento, fortalecimento e mudanças na posição de ação.

Tudo é feito com utilização de minúsculos instrumentos como pinças, tesouras, compassos, ganchos, entre outros. Geralmente se utilizam pontos absorvíveis, que não precisam ser retirados no pós-operatório. O sangramento durante o procedimento costuma ser muito pequeno.

A cirurgia pode ser realizada em um ou ambos os olhos, dependendo do tipo de estrabismo que paciente apresenta. Alguns procedimentos, principalmente os que envolvem músculos oblíquos, retos verticais e transposições musculares são tecnicamente mais difíceis de serem realizados e precisam ser efetuados por oftalmologistas bem treinados nestas técnicas.

A manipulação da conjuntiva, muitas vezes com realização de transplantes de conjuntiva de um lado para outro do olho, é um passo muito importante para a perfeita recuperação da superfície ocular. Geralmente, após algumas semanas, olhos operados de estrabismo não apresentam qualquer sinal visível da realização do procedimento.

Algumas vezes a cirurgia pode ser realizada com a utilização de aplicação de toxina botulínica A (Botox®), o que torna o procedimento muito mais rápido e com recuperação muito mais tranquila. Infelizmente, para a maioria dos casos a cirurgia tradicional ainda é a mais indicada pelos resultados mais previsíveis.

Procedimentos e cuidados pós-cirúrgicos na Cirurgia de Estrabismo

Terminado o ato cirúrgico, o paciente retorna ao quarto com um curativo sobre o olho operado, quando realizado procedimento com anestesia geral muitas vezes já pode sair sem curativo, e geralmente recebe alta no mesmo dia.

Dores moderadas são habituais e costumam ser controladas com anti-inflamatórios e analgésicos tomados por via oral. Alguns pacientes podem reclamar de sensação de corpo estranho, “areia nos olhos”, principalmente pela presença dos pontos, mas costuma melhorar dentro de poucos dias.

Outra coisa que pode chamar atenção no pós-operatório é a presença de lágrima róseo-sanguinolenta. Esta característica desaparece dentro de 1 a 2 dias e está presente na maioria dos pacientes operados. Alguns pacientes podem perceber visão dupla (diplopia) nos primeiros dias de pós-operatório, mas isto costuma desaparecer na primeira semana.

O alinhamento ocular fica instável nos primeiros dias e geralmente o resultado final somente pode ser visto após 2 semanas da cirurgia.

É importante que paciente faça repouso relativo nos primeiros dias após a cirurgia, principalmente evitando pegar pesos pelo risco de se soltarem os pontos. Cuidado também deve ser tomado com limpeza das mãos e ambientes para se evitar risco de infecções. Banhos em piscinas e mar devem ser evitados nas 3 primeiras semanas.

Uso de colírios com antibióticos e anti-inflamatórios ajudam à recuperação ocular e devem ser aplicados dentro dos olhos, mesmo que para isso seja necessária abertura manual das pálpebras. Muito importante também é a realização de limpeza palpebral para se evitar acúmulo de secreção que pode facilitar infecções. Esta pode ser feita com uso de gazes e soro fisiológico (novo) ou água fervida.

Seu oftalmologista poderá ajudar com dúvidas adicionais.

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