Retinopatia diabética

Causas e sintomas

Proveniente do diabetes, a retinopatia diabética se dá pelo rompimento dos micros vasos sanguíneos da retina, que sofrem dilatação, causando hemorragia e infiltração de gordura em seu interior. Essa patologia manifesta-se inicialmente de forma leve ou moderada na maioria dos pacientes, sem qualquer efeito significativo sobre a visão. O processo pode evoluir rapidamente, levando a uma perda visual parcial ou total. Tal comprometimento da visão ocorre quando as hemorragias e a gordura extravasadas afetam a mácula, uma área central e crítica da retina, indispensável para a visão de leitura, de cores e detalhes. Essa forma da doença é chamada de retinopatia diabética exsudativa ou edema macular.

Outra forma de apresentação da doença é a proliferativa, decorrente de vasos sanguíneos anormais que se formam no interior do gel ocular chamado de vítreo. Estes vasos neoformados podem causar hemorragia no vítreo e descolamento de retina. Em alguns casos, a forma proliferativa pode vir somada à exsudativa.

A retinopatia diabética leva à cegueira?

Sim! Dependendo da área afetada do olho, da forma e do tempo de manifestação da doença e do descontrole do diabetes.

Existe um tratamento?

Sim! E apresenta resultados animadores quando aplicado precocemente. Através da técnica da fotocoagulação a laser, pequenas áreas da retina podem ser cauterizadas, beneficiando a maioria dos pacientes. Outra forma de tratamento é através da vitrectomia, uma delicada microcirurgia que visa à remoção dos vasos anormais, da hemorragia vítrea e a correção do descolamento de retina.

Quais são as possibilidades de cura?

Novas drogas vêm sendo estudadas e usadas com essas mesmas finalidades. Estas drogas são injetadas pelo oftalmologista no interior do globo ocular, proporcionando resultados satisfatórios.

A equipe do CBV participa de estudos internacionais relacionados à retinopatia diabética.

Ainda não existe conhecimento amplo o bastante acerca do diabetes. Portanto, até então, não existe a sua cura, mas seu controle clínico diminui significativamente o aparecimento da retinopatia diabética. Todo paciente diabético deve ser acompanhado periodicamente pelo oftalmologista.